A volta da cultura do “faça você mesmo” (2022)

Cultura

Um retrato dos moderninhos do século 21: para ser cool hoje em dia, é preciso viver como antigamente. Uma das grandes inspirações desse pessoal é a cultura do "do it yourself" (DIY), ou faça você mesmo, que teve origem no pós-guerra dos anos 50.

Por Ana Prado Atualizado em 19 Maio 2017, 17h39 - Publicado em 12 out 2011, 22h00

A volta da cultura do “faça você mesmo” (1)

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O DIY fazia referência a projetos de reparos caseiros que as pessoas faziam sozinhas, usando os materiais que tinham à sua disposição. Nas décadas seguintes ao seu surgimento, o movimento começou a ser mais associado à cultura punk e alternativa e à produção musical e midiática independente (discos, rádios piratas e zines, por exemplo). Mas a sua força nos anos 2000 está mesmo é nos aspectos do dia a dia: as pessoas estão cada vez mais fazendo sua própria roupa, cerveja, sapatos e até móveis. A ideia continua a mesma: você pode muito bem construir, modificar ou consertar suas coisas sozinho, sem ter de recorrer à indústria ou a profissionais caros – no máximo, pode contar com a ajuda de um site como o DIY Wiki ou da revista alemã Landlust, publicação que ensina as pessoas não só a fazer seu próprio pão, mas a construir seu próprio fogão. Tudo em uma vibe saudosista que tenta escapar do stress da vida moderna e da escravidão à tecnologia. Essa nostalgia tem feito sucesso: a Landlust, lançada em 2005 por uma pequena editora de comércio agrícola, tem agora uma circulação de 800 mil exemplares. (A Veja, revista de maior circulação no Brasil, cuja população é duas vezes maior do que a alemã, tem tiragem de pouco mais de 1,2 milhão exemplares).

Leia também: O que querem os hipsters?

Para entender melhor o movimento do DIY, a SUPER conversou com um especialista no assunto: George McKay, professor de estudos culturais da Universidade de Salford (Inglaterra) e autor do livro “DIY Culture – Party & Protest in Nineties Britain” (Cultura DIY – Festa e protesto na Grã-Bretanha dos anos 90). Ele falou sobre a origem do movimento e sobre as contradições que o acompanham hoje – já que, apesar de ter surgido como uma reação ao consumismo, o DIY virou algo fortemente comercial graças ao status descolado que ganhou.

A volta da cultura do “faça você mesmo” (2)

Como foi a origem do movimento DIY? Quem foram as pessoas que o começaram e qual era a sua filosofia?
Eu acho que voltar ao período de austeridade do pós-guerra na Grã-Bretanha dá uma boa noção da história recente deste país, porque então, na década de 1950, a necessidade, a criatividade, a juventude e as novas músicas estavam começando a se combinar em uma espécie de revolução da juventude. A música skiffle – uma espécie de mix de jazz popular/folk/blues fácil de tocar – foi um exemplo real dos primórdios da cultura musical do DIY, por causa dos instrumentos que as bandas de skiffle tocavam. Eram todos feitos por eles mesmos usando materiais da vida doméstica diária. A tábua de lavar e alguns dedais foram usados para percussão, uma caixa grande de madeira fina e um cabo de vassoura faziam um contrabaixo. Então você só precisava de uma guitarra barata, um par de acordes e muita atitude, e tinha um tipo de banda rock’n’roll caseira!

Como aparece uma consciência mais reflexiva à medida que o movimento se desenvolve ao longo das décadas a partir dos anos 1950, as gerações posteriores muitas vezes, clamaram por uma filosofia mais política, que normalmente se associa a algumas vertentes do pensamento anarquista, com o anti-mercantilismo, a ajuda mútua, o esforço coletivo e práticas sociais alternativas.

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Esse movimento está se popularizando em muitos lugares, inclusive no Brasil. Por que as pessoas estão se interessando mais por isso agora?
Isso tem a ver, em parte, com uma reação contra a cultura de massa, a mídia do espetáculo e das celebridades e a disseminação do consumo tecnológico – mesmo que tenhamos de admitir que os defensores do DIY também usam esses mesmos meios para se comunicar e organizar sua cultura.

(Video) Diy book mark art and craft painting

Quais são as principais diferenças entre DIY de hoje e do passado? A filosofia continua a mesma?
Alguns aspectos da antiga contracultura podem ser vistos no contexto do DIY, como as ocupações de espaços abandonados e festivais abertos. Havia um esforço impressionante para a construção de formas alternativas de viver em um prazo mais longo. Mas é possível que nem todos estes tipos de espaços estejam disponíveis hoje.

Você vê algum tipo de nostalgia nessa tendência atual?
Bem, sim, mas também gosto de idéia de que isso possa ser uma “nostalgia crítica”, o que nos permite considerar a retrospecção da nostalgia não (apenas) como algo indulgente, mas também como algo potencialmente historicizante. Dessa forma, novas gerações podem ser capazes de aproveitar as experiências dos mais velhos, e as gerações mais velhas podem se inspirar com a energia e justiça da juventude de hoje. O ideal é que estejamos abertos e dispostos a sair de nossa zona de conforto.

Existe alguma relação entre a cultura do DIY atual e um retorno da cultura hippie ou naturalismo?
Isso depende. Se hoje o DIY é uma espécie de versão consumista da visão que se tem sobre os anos 1960 ou 1970, então ela não deve ser de muita utilidade. Se as gerações mais novas são capazes de recorrer a aspectos mais radicais dessas décadas, abordando ao mesmo tempo as suas próprias questões urgentes com criatividade e energia, bem, isso seria bom para eles e para nós.

Podemos ver que os chamados “hipsters” de hoje têm uma queda por fazer suas próprias coisas ou por ter objetos que parecem terem sido feitos em casa. Por que você acha que isso está acontecendo?
Você não tem que ser um situacionista para reconhecer que a mercantilização da rebeldia e atitude vende (mas ajuda?). É o que a banda punk inglesa The Clash cantou, em 1977: “Huh, you think it’s funny / turning rebellion into Money” (“Huh, você acha que é engraçado / transformar rebeldia em dinheiro”). A estética DIY é atraente e reconhecidamente ‘cool’ e isso pode fazer com que seja também rentável, mesmo que seja uma contradição porque o DIY tinha a ver com a cooperação e não a exploração ou a cultura de lucro. Eu estou trabalhando na política de jardins e jardinagem no momento, que pelo menos tem a vantagem de não ser ‘cool’.

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A volta da cultura do “faça você mesmo”

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Um retrato dos moderninhos do século 21: para ser cool hoje em dia, é preciso viver como antigamente. Uma das grandes inspirações desse pessoal é a cultura do "do it yourself" (DIY), ou faça você mesmo, que teve origem no pós-guerra dos anos 50.

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“O que se via era muito da cultura DIY desenvolvida no ambiente familiar, como uma atividade de lazer.. Assim, a cultura maker no espaço escolar vem servir como uma ferramenta que agrega fundamentalmente o processo de ensino-aprendizagem , a partir do momento no qual conseguimos oportunizar que os alunos resolvam problemas pedagógicos por meio da própria criatividade ”, pontua Nayana Paiva.. Os alunos podem ser inseridos aos poucos, incluindo desde a aprendizagem sobre como utilizar a sala, como utilizar-se dos recursos materiais e de como participar das atividades em grupo .. Assim, as crianças assimilarão melhor suas formas de participação ”, explica Anabelle Veloso, gestora pedagógica da Educação Infantil e Ensino Fundamental 1 do Colégio GGE .. Além de estar inserido nas metodologias ativas, a cultura maker faz com que o aluno saia da condição de receptor de conhecimento para ser aquele que levanta e testa hipóteses a partir da resolução de problemas , o que faz com que ele se sinta ativo e perceba a sua importância no processo de construção de um novo conhecimento.. “ Produzir seus próprios brinquedos, além de estimular a cultura maker , atribui um significado ainda maior ao conhecimento, além de atrelar um valor emocional aos brinquedos e objetos de casa.. Para o Ensino Fundamental 1 do Colégio GGE , nas aulas maker as crianças aprendem fazendo, colocando a mão na massa.. Além disso, as turmas do Fundamental também tem acesso ao programa de Robótica , como uma atividade extracurricular destinada aos alunos do 2º ao 7º anos .. No início de 2020, demos início ao programa STEAM do Colégio GGE .. Já nas turmas dos 6° aos 8° anos, as práticas foram mais curtas, abordando temas que mudavam em cada nova aula prática de STEAM .. A prática foi realizada com os alunos do 6° ano .. Cada grupo deveria escolher um desses temas e desenvolver seu processo de obtenção de energia.. https://gge.com.br/web/wp-content/uploads/2022/06/Sem-título-1.fw_-1.png500730mario/web/wp-content/uploads/2020/08/logo gge 2020.svgmario2022-06-29 09:45:152022-06-29 09:49:41Reensino: Projeto auxilia alunos na fixação do conteúdo em final de semestrehttps://gge.com.br/web/wp-content/uploads/2022/05/destaque-Plantão-pedagógico-fortalece-elo-entre-escola-e-família.jpg500739Colégio GGE/web/wp-content/uploads/2020/08/logo gge 2020.svgColégio GGE2022-05-13 09:00:242022-05-12 11:14:44Plantão Pedagógico fortalece elo entre família e escolahttps://gge.com.br/web/wp-content/uploads/2022/03/destaque-opemmat-2022.png500739Colégio GGE/web/wp-content/uploads/2020/08/logo gge 2020.svgColégio GGE2022-03-28 08:58:402022-03-30 10:16:29Campeão Olímpico: Colégio GGE garante o melhor resultado na OPEMAT 2021https://gge.com.br/web/wp-content/uploads/2021/10/Destaque_-5.png500739mario/web/wp-content/uploads/2020/08/logo gge 2020.svgmario2021-10-18 14:05:492021-11-01 16:48:16Quer saber como é ser aluno GGE?

BLOGS - Ambientes diversos para manifestação da cultura do faça você mesmo

Como exemplo das ações dos usuários que se enquadram como manifestações da. cultura do faça você mesmo, nós apresentamos os blogs de faça você mesmo, ou de tutoriais.. Figura 4: O faça você mesmo em blogs que ensinam a fazer outros blogs.. Figura 5: O faça você mesmo em blog de moda.. De acordo com pesquisa realizada pelo portal de pesquisa de tendências WGSN12 feita. em março de 2012, os blogs de faça você mesmo estão virando negócio e são uma tendência. na internet, principalmente entre os blogs de moda.. Outro tipo de blog em que percebemos um grande volume de criação de conteúdo e. que pode ser considerado também uma ação da cultura do faça você mesmo é o blog do. gênero humor.. Na figura 6 temos como exemplo o blog “Não mesmo”, cuja página no Facebook tem. 2.083.059 seguidores, e está em primeiro lugar na lista.. Eles têm como. características serem replicadores de conteúdo cultural, permitindo mutações; são ideias propagadas entre as. pessoas; tem um alto poder de viralidade, ou seja, de se tornar um viral na internet com muito alcance e. repetição; também é dotado de aleatoriedade, sendo muito difícil prever quando algum fenômeno irá se tornar. um meme; ele acontece de maneira instantânea e permite uma vasta liberdade de mixagem.. Além dessas atividades, o blogueiro Maurício Cid, do “Não. Salvo”, se empenha também em elaborar postagens para quadros com textos que falam sobre. um assunto em voga em um determinado momento, reunindo fatos que ele observa sobre o. tema, fazendo uso da sua criatividade para criar conteúdo humorístico.

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Além de estar inserido nas metodologias ativas, a cultura maker faz com que o aluno saia da condição de receptor de conhecimento para ser aquele que levanta e testa hipóteses a partir da resolução de problemas , o que faz com que ele se sinta ativo e perceba a sua importância no processo de construção de um novo conhecimento.. “ A cultura maker é uma forma de abordagem e de assimilação de novos conhecimentos, que tira o aluno da passividade de receber um novo conteúdo.. Então, além da melhor capacidade de compreensão do novo objeto de conhecimento, a abordagem traz uma grande capacidade de estimular o interesse e a participação dos alunos ”, afirma Anabelle Veloso.. “ Produzir seus próprios brinquedos, além de estimular a cultura maker , atribui um significado ainda maior ao conhecimento, além de atrelar um valor emocional aos brinquedos e objetos de casa.. A ideia das aulas de robótica é, constantemente, desafiar os alunos para resolução de situações-problema, buscando por soluções criativas e inovadoras para os mais diversos desafios que são propostos aos alunos.. Aqui, eles realizaram atividades artísticas , caracterizando cada bolinha de isopor como um planeta diferente e, aplicando as folhas de A4 como o universo, em termos do conceito de dimensionalidade.. Ao comparar a combustão de uma bolinha de bombril (aço) com o derretimento de uma pedra de gelo.. Eles fizeram uma análise da alteração de massa e cor da bolinha de palha de aço, chegando à conclusão que a combustão da mesma caracterizava um fenômeno químico, enquanto para a pedra de gelo derretendo tinha um fenômeno físico.. Dentre esses temas escolhidos, havia grupos desenvolvendo sistema de coleção de energia eólica, obtenção de energia solar, processos de obtenção de álcool a partir da fermentação e destilação e construção de um motor de Stirlling, para utilizar a energia obtida em uma máquina térmica.. https://gge.com.br/web/wp-content/uploads/2022/09/destaque-Sucesso-de-público-Mostra-de-Iniciação-Científica-reúne-10-mil-pessoas-no-Cecon-em-Olinda.png500740Colégio GGE/web/wp-content/uploads/2020/08/logo gge 2020.svgColégio GGE2022-09-13 11:28:242022-09-13 11:28:24Sucesso de público: MIC Recife reúne 10 mil pessoas no Centro de Convenções de Pernambucohttps://gge.com.br/web/wp-content/uploads/2022/09/destaque-Acompanhamento-pedagógico-é-fundamental-para-melhoria-do-rendimento-escolar-de-alunos-com-dificuldades.jpg500740Colégio GGE/web/wp-content/uploads/2020/08/logo gge 2020.svgColégio GGE2022-09-09 09:00:442022-09-09 09:14:39Acompanhamento pedagógico é fundamental para melhoria do rendimento escolarhttps://gge.com.br/web/wp-content/uploads/2022/07/Destaque_hands-on.jpg500739mario/web/wp-content/uploads/2020/08/logo gge 2020.svgmario2022-08-12 10:00:522022-08-04 10:19:46Colégio GGE promove o conhecimento científico para a formação de cidadãos questionadoreshttps://gge.com.br/web/wp-content/uploads/2022/07/destaque-Colégio-GGE-chega-em-João-Pessoa-oferecendo-ensino-com-material-didático-próprio-que-se-destaca-em-recursos-multimídia.jpg500740Colégio GGE/web/wp-content/uploads/2020/08/logo gge 2020.svgColégio GGE2022-07-29 09:00:292022-07-28 09:29:23Colégio GGE chega em João Pessoa oferecendo ensino com material didático próprio, que se destaca em recursos multimídia

Quem são e o que realmente querem os chamados hipsters? A SUPER conversou com a professora Zeynep Arsel, uma especialista no assunto da Universidade de Concordia, para entender

Apesar de destacar que se trata mais de um estereótipo criado pela mídia do que de um grupo específico, ela diz que as pessoas assim classificadas têm algumas características em comum.. Geralmente vêm da classe média e têm uma forte antipatia pela cultura mainstream, por exemplo.. A principal premissa da minha pesquisa é que o hipster é uma mitologia em vez de ser um grupo objetivo de pessoas.. Em outras palavras, é uma representação cultural, um estereótipo, uma narrativa em evolução moldada pelo discurso público.. Eles têm uma forte antipatia contra a cultura comercial dominante, enquanto estão constantemente cercados por ela.. Continua após a publicidade E qual o motivo dessa antipatia contra o mainstream?. Eu não acho que essa é uma característica particular desse grupo.. Capa da Time de agosto de 1994, que trouxe os hipsters de volta à mídia. Mas, nos anos 50, o escritor americano Norman Mailer muda completamente a representação pública dos hipsters ao descrevê-los como o branco da classe média urbana que gostava de sair da zona de conforto da cultura branca de classe média para ir a clubes de jazz, geralmente frequentados por negros.. Esse é também um período em que o termo se torna mais positivo, deixando de ser associado com prazeres ilícitos – mas a natureza da categoria também se dissolve mais.. Qual será o futuro da cultura hipster?

Cultura Espacial e Cultura DIY Faça Você Mesmo

Os. interesses variam de grupo para grupo, conforme as possibilidades de se imiscuírem nos aparatos. institucionais e pleitearem sua produção nessa área, às vezes de forma independente, associando-se. em redes ou fazendo parcerias.. Um. dia encontram o satélite de ouro, dentro dele a história da humanidade.. O trabalho de Joanna foi aos poucos ganhando sentido dentro dos contextos da. astronomia e ela se tornou uma artista especializada em satélites.. Fazer um trabalho de sensibilização diretamente com os técnicos é muito difícil, pois a. arte é um conhecimento desvalorizado nesses contextos.. Ele. Ele prefere a ocupação de satélites obsoletos, pouco. utilizados por terem sido renovados por empresas ou Estados por satélites novos e mais eficientes.. As demandas. de uma empresa de comunicação são maiores do que as demandas de algumas redes internacionais. mais restritas, de modo que é possível utilizar satélites considerados obsoletos pelas empresas, mas. que são funcionais e eficientes para outros setores sociais.. Cada país, cada indústria, cada empresa quer ter seu próprio satélite e, como se não. bastasse, cada rede, cada coletivo, cada artista, cada pessoa, também quer ter seu próprio satélite, de. forma que dentro de algum tempo, as baixas e médias órbitas estarão supersaturadas, como uma. redoma artificial em volta da atmosfera terrestre, cada uma produzindo algum tipo de interferência. na natureza, na subjetividade humana, ocasionando possíveis interferências ainda não catalogadas.. Bruno Vianna, artista brasileiro também participante do festival Orbitando Satélites, tem se. aproximado das pesquisas referentes a astrologia artificial pensando na interferência dos satélites na. subjetividade humana.. Foto extraída do site do MSST (Movimento dos Sem Satélites) - http://devolts.org/msst/

Yuno Silva - Repórter Colaborou: Cinthia Lopes - Editora O ano de 2012 definitivamente não foi dos mais...

Yuno Silva - RepórterColaborou: Cinthia Lopes - Editora. O ano de 2012 definitivamente não foi dos mais positivos para a área cultural, onde os principais destaques ficaram por conta da iniciativa privada, dos produtores que viabilizaram eventos através da Lei Câmara Cascudo, e do talento individual de artistas e grupos potiguares.. A falta de incentivos públicos foi sentida não apenas por quem faz arte, como também pelo público que consome cultura – o mesmo que não viu avanços na restauração e reabertura da Biblioteca Pública Câmara Cascudo nem a conclusão da reforma da Cidade da Criança, espaços culturais importantes da capital.. E continua fechada.. O Governo do RN também encerra o ano sem reabrir as portas do Museu Café Filho, na Cidade Alta, e sem propor um debate aprofundado quanto ao perfil se pretende conferir ao Fundo de Cultura do Estado e a política cultural praticada.. Discípulo direto de Câmara Cascudo, Deífilo era profundo conhecedor das tradições e do que restou da sabedoria e memória dos mestres populares.. O ano de 2012 também foi proveitoso para Natal se firmar como polo de criação e debate sobre performance artística na região Nordeste, segmento impulsionado pela realização da segunda edição do Circuito Regional de Performance Bodearte em maio no IFRN-Cidade Alta - instituição, inclusive, que consolidou-se na cena como um centro importante para aglutinar a produção e promover a difusão cultural na cidade.. FEVEREIROn Lançado edital de livros da Fundação José Augusto, que ao longo do ano publicou, entre outras obras, os livros “Romanceiro Potiguar”, “Cidade dos Reis” e “Asas Sobre Natal”n Ministério Público proíbe shows no Beco da Lama e artistas fazem protesto. OUTUBROn FliQ sintoniza o Rio Grande do Norte no circuito da cultura de quadrinhos brasileiron Concerto da Orquestra Sinfônica é adiado por falta de pagamenton Festival Mada retorna ao bairro da Ribeira

WASHINGTON e NOVA YORK. Filhos da classe média de Brasília, Bruno Oliveira, de 31 anos, e Melinda Rojas, de 30, foram criados cercados de empregados...

No início de 2012, Bruno foi transferido para os EUA.. Bruno acrescenta que os serviços fora de casa cabem no orçamento.. Olívia, hoje com 3 anos, não fica de fora: brincando, ajuda na lavanderia, com a lava-louça e na hora de fazer a cama.. Os .. Quando entramos em casa, 17h30, 18h, não tem mais ajuda.. Já a coordenadora de um grande escritório paulista de arquitetura em Nova York, onde mora há 20 anos — 16 deles com o marido, o executivo do mercado financeiro André Soares —, a carioca Lenka Soares, de 39 anos, tem em casa hoje um regime parecido com o proposto pela nova legislação brasileira.. Desde que sua filha, Catarina, hoje com 4 anos, nasceu, ela contratou uma babá mineira que trabalha oito horas por dia de segunda a sexta-feira (a diária custa US$ 120) e ganha US$ 15 a mais por cada hora extra.. O lado bom é que a família fica mais unida, as crianças têm os pais mais presentes.. Lenka lembra que, para facilitar, a maioria das suas amigas de Nova York tem os filhos estudando em horário integral, das 8h30 às 15h30, a partir dos 3 anos.. — Minha filha quando chegou aqui, com 10 anos, nunca tinha feito uma cama na vida.. — Aqui nós nunca tivemos empregada na vida, nem por um dia, porque é muito caro.

Antigamente, trabalhar em televisão era sinônimo de reconhecimento e status. O mundo mudou de forma radical.  Confira como foi essa trajetória e como têm se saído alguns dos ícones da cultura pop do f

Confira como foi essa trajetória e como têm se saído alguns dos ícones da cultura pop do final do século passado que hoje veiculam seus próprios programas em plataformas digitais As primeiras referências brasileiras que uniram o universo da música e o fenômeno do audiovisual datam dos primórdios da televisão no país.. Em meados dos anos 1960 era possível identificar uma boa dezena de programas voltados ao público jovem, com a linguagem do iê iê iê.. Daí até a entrada dos 1980’s com a incrível “Fábrica do Som”, apresentada na TV Cutura de SP pelo publicitário e produtor de vídeo Tadeu Jungle, mais o Boca Livre e o Matéria Prima (também na Cultura), por Kid Vinil e Serginho Groismann, respectivamente.. Bandas como Cólera, Inocentes, Devotos de Nossa Senhora, Garotos Podres e Ratos de Porão davam as caras pela primeira vez, graças a tais atrativos televisivos.. Em 1990, o jovem Gastão Moreira retornava de Londres onde passara um ano após se formar em Direito na PUC-SP, quando deparou-se com breve notícia no rádio do carro.. O advento de um canal exclusivo de música televisionada mudou completamente o panorama da veiculação de cultura pop no país.. O próprio Gastão (Ripmonsters), mais João Gordo (Ratos de Porão) e o folclórico Thunderbird (Devotos de Nossa Senhora) foram alguns destes exemplos.. Para se ter uma ideia, o Google pagou a bagatela de 1,6 bilhão de dólares pelos direitos da plataforma.. Algumas regras semelhantes às de qualquer rede social são impostas,evitando veiculação de violência, sexo explícito, discurso de ódio, etc.. Para além da música, o jornalista Eduardo Bueno — ícone da contracultura e tradutor de On the Road para o Brasil nos ano 80 — dedicou-se à História como um todo.. Visando algo mais que entretenimento, o Cultura930 deu um mergulho neste universo e levantou o que há de melhor em plataformas de audiovisual na internet para assistir .. Direto de sua própria casa, com o auxílio técnico da esposa Beatriz, noticia a velha e boa música, com ênfase no rock pesado, entrevista grandes figuras do rock nacional, pesquisa discografias de grande bandas e artistas, junto com Clemente (no quadro Heavy Lero ), e com o parceiro Nando Machado (do Wikimetal) promove a divertida escolha do melhor disco de alguma banda escolhida na semana.. Também ex dentista, responsável pelas baquetas do grupo cult paulistano Muzak na década de 1980, Régis Tadeu faz as vezes de jurado maldito no programa de Raul Gil.. Tadeu é um ótimo contador de histórias e esclarece diversas dúvidas através de seu quadro mais famoso, o “Aposto que Você Não Sabe”, onde decifra e revela diversos mistérios do universo pop.

O computador Galaksija era uma mania na Iugoslávia socialista dos anos 1980, inspirando milhares de pessoas a construir versões dele em suas próprias casas. A ideia por trás do Galaksija era bem simples - tornar a tecnologia disponível para todos.

Pouco tempo depois da publicação desse artigo, o editor-chefe da Galaksija , Jova Regasek, recebeu o pedido de um leitor para que a revista dedicasse uma edição inteira aos computadores.. Os projetos individualizados frequentemente refletiam a sobreposição estética desses novos revolucionários da computação com as subculturas em torno da New Wave e da ficção científica.. Um entusiasta da computação desde 1979, Zoran Modli entrou na onda do Galaksija após a publicação da Computadores em Sua Casa .. Como todos os computadores da época executavam seus programas a partir de fitas cassete, incluindo o Galaksija , Regasek imaginou que Modli poderia transmitir programas de computador por meio das ondas de rádio na forma de áudio durante seu show.. Nesse sentido, o esquema de Antonić de 1983 era mais do que apenas um microcomputador no estilo faça-você-mesmo.

1 A Cultura do “faça você mesmo” e a inteligência coletiva que emerge do YouTube Cleomar de Sousa Rocha1 Laíse Barbosa Cavalcante2 RESUMO: As plataformas digitais…

interações tidas a partir de quatro vídeos do canal Manual do Mundo, disponíveis na. plataforma de compartilhamento de vídeos YouTube.. O YouTube é, atualmente, um dos maiores sites de compartilhamento de vídeos. De acordo com a pesquisa “Global Digital 2019”, realizada pela agência We Are. Esse tipo de aprendizagem tem uma relevância. Atualmente, o maior canal de entretenimento educativo do YouTube Brasil é. Em fevereiro de 2019, o canal estreou um curso de quinze aulas sobre o. A cultura maker é uma atualização da cultura do. A cultura do “faça você mesmo” tem suas. Nesse movimento, as pessoas buscavam construir seus próprios móveis e. roupas, consertar seus equipamentos estragados, publicar suas próprias. revistas, produzir seus próprios alimentos e fazer sozinhas as melhorias em. suas casas.. Os

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Author: Jeremiah Abshire

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